Dica de Filme: “O Destino de Uma Nação”

Lançado em 2018, o longa metragem “O Destino de Uma Nação”, mostra os primeiros dias de Winston Churchill (Gary Oldman) como primeiro-ministro da Grã-Bretanha, em meados de 1940. Era um momento crítico da II Guerra Mundial, quando a Alemanha de Hitler expandia freneticamente seus domínios. Com grande atuação de Oldman, que acabou vencendo o Oscar de Melhor Ator, o filme retrata como o estadista britânico superou a desconfiança de seus colegas políticos para exercer papel decisivo na condução da resistência inglesa. Para quem gosta de filmes relacionados ao maior conflito bélico da História, é um prato cheio. Para os fãs de heavy metal, o longa metragem mostra o famoso discurso que aparece na música “Aces High”, do Iron Maiden.

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Dica de Livro: “As Brumas de Avalon”, Marion Zimmer Bradley

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Série em quatro volumes escrita em 1979 pela escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley, “As Brumas de Avalon”conta a história do Rei Artur e seus cavaleiros, a partir da ótica de personagens femininas. Assim, vemos a desenrolar de uma das mais famosas lendas mundiais através da perspectiva de Guinevere, Morgana e Morgause. Entre outros assuntos, a trama explora o universo da cultura pagã e o nascimento do cristianismo, homossexualidade masculina e feminina e os bastidores políticos. O estilo fluido de Marion e a estrutura textual da obra tornam a leitura da série, que ajudou a redefinir a lenda de Artur, bastante agradável. É impossível parar de ler.

Dica de Álbum: “Heaven and Hell”, Black Sabbath

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Lançado em 1980, “Heaven and Hell” é o nono álbum de estúdio da banda inglesa Black Sabbath. É o primeiro disco em que os vocais ficaram por conta do excepcional Ronnie James Dio, que substituiu Ozzy Osbourne, demitido no anterior. Apesar de todo o carisma de Ozzy, é inegável o fato de que Dio é um cantor com muito mais recursos e que combinou muito bem estilo do Sabbath. O resultado é um dos melhores álbuns do estilo, que contém músicas como “Neon Knights”, “Die Young” e a faixa-título. Uma aula atemporal de heavy metal!

Dica de Filme: “A Fonte da Vida”

Lançado em 2006, “A Fonte da Vida” conta três histórias de um mesmo amor, separadas no tempo e no espaço. Na primeira, Tomas Creo (Hugh Jackman) é um conquistador espanhol em busca da Árvore da Vida no Novo Mundo a mando da Rainha Isabel (Rachel Weisz); na segunda Tom Creo (Jackman) é um cientista em busca de uma cura para o cancro na tentativa de salvar a sua mulher Izzi (Weisz); na terceira, Tommy (Jackman) é um ser do futuro viajando numa bolha e transportando a Árvore da Vida para Shibalba. Com excelentes efeitos visuais, sensibilidade no nível certo e boas atuações dos protagonistas, é uma excelente opção para quem busca um bom drama.

Dica de Livro: “O Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde

Publicado em 1890 pelo escritor e dramaturgo Oscar Wilde, “O Retrato de Dorian Gray” conta a história de um jovem que, vislumbrando que sua beleza física desaparecerá com o tempo, vende sua alma para não envelhecer. A partir daí, o corpo de Dorian passa a não mostrar sinais de envelhecimento, mas um retrato seu – pintado pelo artista Basil Hallward – passa a se deformar com cada ato imoral praticado pelo jovem ao longo de dezoito anos de uma vida dedicada à luxúria. Um livro polêmico e que retrata, brilhantemente, o quão superficiais nós podemos ser.

Dica de Álbum: “Chaos A.D.”, Sepultura

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Lançado em 1993, “Chaos A.D.” é o quinto álbum de estúdio da banda brasileira Sepultura. Na minha opinião, este é o melhor disco do grupo que nasceu em Belo Horizonte, pelo peso e sonoridade, que beiram o metal industrial. Como em qualquer grande álbum, é difícil escolher as melhores faixas, pois o disco merece ser ouvido na íntegra. De qualquer forma, destaco “Territory”, “Slave New World” e “Nomad”. Sem dúvidas, um dos melhores álbuns de metal da história!

Dica de Filme: “Zoe”

Se os robôs evoluírem a ponto de ter sentimentos humanos, como será o relacionamento entre as duas espécies? O que acontecerá com os autômatos se ganharem consciência de que são, na verdade, máquinas? O filme “Zoe”, lançado em 2018, explora esta possibilidade contando a história de Cole (Ewan McGregor), um especialista em Inteligência Artificial que desenvolve “humanos sintéticos” para uma empresa de relacionamentos amorosos. Com trilha sonora bastante adequada, o filme é uma excelente mistura de drama e ficção-científica.

Dica de Livro: “The Electric State”, Simon Stalenhag

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Escrito e ilustrado pelo artista digital sueco Simon Stalenhag, o livro “O Estado Elétrico” – lançado em 2018 – conta a história de uma adolescente fugitiva e seu pequeno robô amarelo de brinquedo. A peculiar dupla viaja através de uma estranha paisagem americana onde as ruínas de gigantescos drones de combate cobrem o campo, junto com o lixo descartado de uma sociedade consumista de alta tecnologia viciada em um sistema de realidade virtual. A inquietante narrativa distópica de Stalenhag é acompanhada de ilustrações impressionantes. Uma obra fascinante, que combina, com maestria, palavras e imagens. Show!

Dica de Álbum: “Living Room Songs”, Ólafur Arnalds

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O compositor e multi instrumentista islandês Ólafur Arnalds consegue mesclar, com muito bom gosto e sensibilidade, componentes da música clássica com elementos da música eletrônica. Seu álbum “Living Room Songs” – lançado em 2011 e gravado dentro da sala de estar de seu apartamento ao longo de uma semana – é um dos meus favoritos exatamente pela maestria como Arnalds executa esta mistura. É um álbum para ser ouvido com calma e, de preferência, com fones de ouvidos. Destaco as belíssimas “Lag fyrir ömmu” e “Near Light”. Se puder, escute os outros discos deste talentoso músico.

Dica de Filme: “A Livraria”

Ambientado no fim da década de 50, “A Livraria” narra a história de Florence Green (Emily Mortimer), uma viúva que decide abrir uma livraria numa pequena cidade inglesa, e sua luta para vencer o conservadorismo de uma comunidade. É um drama sem grandes aspirações, mas que cativa e faz o espectador torcer por Florence e contra Violeta Gamart (Patricia Clarkson), que exerce grande influência sobre a cidade. Para os amantes de livros, não há como não ficar admirado com a graciosidade de livraria de Florence!