Dica de Série: “Black Mirror”

Black Mirror“, do canal inglês Channel 4, é uma das séries mais criativas que já assisti. Feitas de episódios que, até onde pude perceber, são independentes entre si, a produção britãnica aborda o uso da tecnologia de maneira sombria e inquietante. Além de explorar possíveis efeitos adversos dos recursos tecnológicos, outro elemento interessante da série é o modo como os acontecimentos se desenrolam: a narrativa é quase sempre frenética, a linearidade temporal às vezes é quebrada e nem tudo o que acontece na tela é claro, exigindo do expectador um pouco mais de atenção.

Até o momento, a série teve 2 temporadas com 3 episódios cada, mais um episódio especial intitulado “White Christmas”. A terceira temporada terá seis episódios e será lançada no dia 21 de outubro de 2016.

Vale cada minuto.

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Dica de Livro: “1984”, de George Orwell

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Uma das primeiras distopias tecnológicas da Literatura ocidental, “1984” abordou – com mais de meio século de antecedência – a questão da invasão da privacidade. Em um mundo com uma reorganização política completamente diferente dos dias atuais e marcado pela vigilância constante do Estado – representado pelo famigerado “Grande Irmão”, o romance consta a história de Winston Smith e sua luta para escapar da repressão governamental. Repleto de ironias e críticas ácidas à política e ao establishment, 1984 é uma pérola atemporal.

 

Dica de Filme: “Transcendence: A Revolução”

Será que algum dia o homem será capaz de fazer um “upload” de sua consciência para um sistema de informática? Esse é o ponto central de “Transcendence”, lançado em 2014. Tendo Johnny Depp no papel do Dr. Will Caster, um expoente da Inteligência Artificial que tem sua consciência transferida para um computador após um ataque terrorista, a película exagera na ficção científica, mas aborda um tema interessante que já preocupa alguns dos maiores pensadores da atualidade: deve haver um limite da Inteligência Artificial?

Música da Semana: “Freak”, Bruce Dickinson

Durante o período em que se separou do Iron Maiden, Bruce Dickinson se juntou ao guitarrista Adrian Smith – outro membro da Donzela de Ferro que mais tarde também retornaria para a lendária banda inglesa – e produziu excelentes discos de heavy metal. “Freak” – que abre o álbum “Accident of Birth“, lançado em 1997 – é um pouco mais pesada do que as canções do Iron Maiden, mas combina bem com o estilo de vocal menos agudo adotado por Dickinson ao longo do álbum.

Dica de Álbum: “The Division Bell”, Pink Floyd

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Lançado em 1994, “The Division Bell” é o décimo-quarto álbum da lendária banda britânica Pink Floyd, o segundo após a partida de Roger Waters. Juntamente com “Animals”,A Momentary Lapse of Reason” e “The Final Cut“, é um dos meus preferidos do Floyd. Apesar de não contar com a psicodelia de álbuns anteriores, “The Division Bell” prima pelas letras inspiradas e pelas belas melodias, sendo mais fácil de ser degustado por aqueles que não possuem familiaridade com a obra da banda inglesa. Destaque para a transcendental “Cluster One“, a belíssima “Take It Back” e “High Hopes“, que fecha o disco de maneira monumental.

Música da Semana: “Warm Winter”, Memories of Machines

Memories of Machines” é um projeto dos músicos Tim Bowness (No-Man, Henry Fool) e Giancarlo Erra (Nosound). A faixa “Warm Winter” – que aparece no álbum homônimo, lançado em 2011 – não possui trechos complexos ou arranjos intrincados. Na verdade, a música se sustenta em belos violões acústicos eventualmente acompanhados por um teclado, sendo encerrada por um belo solo de guitarra. Mais uma sugestão para os fãs de rock que procuram novos sons.

Dica de Site: “Folha de São Paulo”

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Um dos primeiros portais jornalísticos do país, o site da Folha de São Paulo é um dos meus destinos diários para me atualizar sobre as notícias do Brasil e do mundo. Apesar de já ter possuído, no passado, um design mais limpo, o portal da Folha prima pela abundância de conteúdo. A utilização de infográficos bem elaborados – marca registrada da versão impressa -, os conceituados colunistas e a abrangência de assuntos tornam o site um bookmark indispensável.

Música de Semana: “Hallowed Point”, Slayer

Uma das quatro bandas que ajudaram a criar o thrash-metal – em companhia do Metallica, Megadeth e Anthrax -, o Slayer talvez seja aquela que mais se manteve fiel ao estilo. Com mais de 30 anos de estrada, os californianos nunca compuseram uma única balada sequer e também não flertaram com experimentalismos. O som feito pela banda continua baseado nas guitarras velozes e pesadas, na bateria incansável e enloquecedora, no vocal imponente de Tom Araya e, obviamente, nas letras agressivas. “Hallowed Point” faz parte do álbum “Seasons in the Abyss“, lançado em 1990. A versão ouvida no vídeo acima, porém, foi retirada do álbum ao vivo “Decade of Aggression“, lançado em 1991. Apesar de não ser uma das faixas mais conhecidas da banda, é uma das minhas favoritas e um exemplo do motivo pelo qual os shows do Slayer são considerados um dos melhores do metal.

Dica de App: “BandHook”

bandhook

Na minha opinião, um dos melhores prazeres intelectuais é descobrir um autor ou banda  desconhecida que nos surpreenda com um trabalho artístico de qualidade. Considerando a grande quantidade de novas bandas que surgem todos os anos, muitas das vezes a tarefa de encontrar uma que se encaixe em nosso gosto musical torna-se algo inglório. O BandHook, um aplicativo que conheci em meados de 2013, tem sido bastante útil. Possuindo uma interface simples e funcional, o app permite que você descubra novas bandas baseando-se em suas preferências musicais. O aplicativo oferece ainda informações relevantes sobre os artistas (biografia, discografia) encontrados, mas, para mim, a função de descobrir bandas relacionadas é o ponto forte do app. Vale a pena dar uma olhada.