Poema da Semana: “Flores Secas”

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Versão na Língua Inglesa

Deixe-me,
Nada que possas dizer irá me curar
Estou mortalmente ferido por dentro

Esqueça-me,
Nada que possas fazer me trará de volta
Estou fora do teu alcance

Vá embora,
Não quero que ouças os sons do meu coração vazio
Feche os olhos,
Não quero que vejas as lágrimas em minha face cansada
Não me toque,
Não quero que sintas o quão fraco sou sem ti

Não quero saber porque deixaste de me amar
Não quero saber porque violetas se transformaram em flores secas

Eu só queria a ti no final das contas

©2004 Eduardo Magela Rodrigues

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Música da Semana: “Neon Knights”, Black Sabbath

Parte do excelente álbum “Heaven and Hell“, de 1980, “Neon Knights” conta com o vocal poderoso de Ronnie James Dio, em sua primeira contribuição para o Black Sabbath. Rápida e energética, “Neon Knights” é mais uma das aulas de heavy metal assinada pela legendária banda britânica.

Dica de Site: “Amazon Brasil”

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A versão brasileira do site do maior varejista do mundo possui uma enorme variedade de títulos, além de ofertas frequentes. Os prazos de entrega são bastante satisfatórios e o sistema de sugestões de obras, baseados nas compras e nos dados de navegação, é bastante eficiente. Para os amantes de livros, o site é um paraíso terrestre. Não se esqueça de criar seu cadastro para receber ofertas.

Dica de Álbum: “The Bends”, Radiohead

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Lançado em 1995, “The Bends” é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa “Radiohead“. O disco ficou muito conhecido no Brasil pela belíssima faixa “Fake Plastic Trees“, veiculada em uma emocionante propaganda sobre a Síndrome de Down. Todavia, o álbum, que na minha opinião é menos experimental que outros como “Kid A” e “OK Computer“, possui outras excelentes canções como “High and Dry”, “Black Star” e “Street Spirit“. Minha favorita deste álbum, contudo é a faixa-título, energética e direta ao ponto.

Música da Semana: “Stronger than Hate”, Sepultura


Integrante do álbum “Beneath the Remains“, de 1989, esta música do Sepultura tem, na minha opinião, um dos melhores riffs do thrash metal. O álbum, na verdade, contém outros clássicos da banda mineira e abre uma sequência extraordinária composta por “Arise” e “Chaos A.D.“. Para os fãs de música pesada, uma faixa que não pode faltar nas playlists.

Dica de Série: “The Last Kingdom”

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Baseada na obra “As Crônicas Saxônicas”, de Bernard Cornwell, “The Last Kingdom” narra a história de Uthred of Bebbanburg, filho de um nobre senhor do norte das ilhas britânicas que é raptado e criado pelos vikings. Enquanto Uthred alterna lados entre britânicos e dinamarqueses, desenrolam-se as batalhas e acordos políticos que dariam forma ao que hoje é o Reino Unido. Para quem já leu os livros, certamente vai achar que a série anda depressa demais, mostrando muito pouco de Ragnar Lothbrokson e omitindo alguns personagens interessantes, como Steapa Sneotor. De qualquer maneira, para os fãs de Cornwell é um deleite ver sua obra ganhar vida.

Poema da Semana: “Lago do sofrimento”

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Versão na Língua Inglesa

Uma onda surda se expande
O luar agonizante treme
Há água em toda parte
Assim como a escuridão

Não me retire de meu túmulo
Não pertenço mais a este mundo
Enterrado neste lago de sofrimento eu descansarei

Carne corrompida
Coração frio
Mente entregue
Espírito afogado

Vozes humanas não me acordarão
Elas não consegue invadir as profundezas de uma existência mutilada
e desaparecerão no vazio

©2004 Eduardo Magela Rodrigues

Música da Semana: “Standing in Silence – Part 11”, Rhian Sheehan

Integrante do álbum instrumental “Standing in Silence”, do músico neo-zelandês Rhian Sheehan, “Standing in Silence” é um convite a divagação, a se desligar do mundo por alguns instantes. O álbum todo é de extremo bom gosto e repleto de belas canções, mas a parte 11 é aquele tipo de música ideal para o fim de um dia longo e cansativo. Ouça com fones de ouvido e com os olhos fechados.

Dica de Livro: “A Revolução dos Bichos”

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Retirado do site da livraria Saraiva:

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, ‘A Revolução dos Bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

http://www.saraiva.com.br/a-revolucao-dos-bichos-1574783.html