Poema da Semana: “Disparidades (alegres)”

Versão na Língua Inglesa

Uma esperança que se renova
Um desespero que mata a si mesmo

O duradouro retrato de um sorriso
O choro que logo cessará

A visão do alto de uma montanha
As quedas durante o caminho

A invencível força de um amor genuíno
A devoradora ausência deste

A abençoada presença de uma criança
Uma casa vazia

O inesquecível primeiro beijo
Uma vida inteira sozinho

Um jardim colorido
Uma ferida sangrando

A crença
O vazio

Um caminhar noturno
Uma cela de prisão

A verdadeira amizade
O ódio sem sentido

O nascer do sol
A sombria meia-noite

Por que não acreditas?

©2005 Eduardo Magela Rodrigues

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Música da Semana: “Everybody Wants to Rule the World”, Tears for Fears

Everybody Wants to Rule the World” foi lançada em 1985, como parte integrante do álbum “Songs from the Big Chair”, da banda britânica Tears for Fears. Um dos maiores hits da banda, esta faixa mostra que a década de 1980 foi uma das mais criativas no contexto musical, não só na música pop, mas também no rock e no heavy metal.

Dica de Série: “American Dad”

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No ar desde 2005, “American Dad” retrata a vida de Stan Smith, um agente da CIA que tenta encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, que inclui a esposa, os filhos, um peixe dourado com o cérebro de um esquiador olímpico da Alemanha Oriental e um alienígena fugitivo da Área 51. Tendo entre seus criadores Seth McFarlane – responsável pela série “Uma Família da Pesada” -, a série prima pelo humor ácido e pelas críticas ao american way of life.

Música da Semana: “Why Can’t I Be You?”, The Cure

O The Cure é uma banda com facetas interessantes: é capaz de criar músicas sombrias e melancólicas, mas também compõe faixas leves e quase humorísticas. O clipe da música é um exemplo. “Why can’t I be you” é um exemplo de canção alegre, para se ouvir enquanto se dirige. A faixa integra o álbum “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me“, de 1987.

Poema da Semana: “Disparidades (obscuras)”

Versão na Língua Inglesa

Poucos segundos de tênue esperança
Horas de desespero devastador

Um breve sorriso forçado
Inúmeras noites de choro interminável

Uma leve ascensão
Uma dura e profunda queda

O efêmero primeiro amor
As infindáveis desilusões

A curta felicidade de um nascimento
A incessável tristeza de uma morte

O hesitante primeiro beijo
O impiedoso último golpe

O doce aroma das flores
O amargo gosto do sangue

A fé dúbia
O ceticismo cada vez mais forte

Uma segurança incerta
A crescente violência

Anjos invisíveis
Demônios vivos

A luz fraquejante
A escuridão invasora

Por que ainda acreditas?

©2005 Eduardo Magela Rodrigues

Dica de Livro: “Os Filhos de Húrin”, J. R. R. Tolkien

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Muito antes da era de O Senhor dos Anéis, Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, lança uma terrível maldição contra toda a família de Húrin, o homem que tinha ousado desafiá-lo frente a frente. Assim, os destinos de Túrin e de sua irmã Niënor serão tragicamente entrelaçados. A vida breve e apaixonada dos dois irmãos é dominada pelo ódio de Morgoth, que envia seu mais temível servo, Glaurung, poderoso espírito na forma de um enorme dragão de fogo sem asas, numa tentativa de cumprir sua maldição e destruir os filhos de Húrin. (Retirado de http://www.saraiva.com.br/os-filhos-de-hurin-2851925.html)

Um livro em tom sombrio, mas muito poderoso. Imperdível para os fãs de Tolkien.

Poema da Semana: “Oco”

Versão na Língua Inglesa

Tento não pensar em ti
Tento não pensar em nós
O sol está se pondo
A brisa sopra suave
Totalmente oco, sorrio

Tento não lembrar do passado
Tento não prever o futuro
As folhas continuam caindo
Os pássaros continuam cantando
Totalmente oco, os invejo

Tento não chorar
Tento não sangrar
A quilômetros de distância estás
A metros de profundidade meu coracão jaz
Completamente oco, divago

©2005 Eduardo Magela Rodrigues

Poema da Semana: “Quase”

Versão na Língua Inglesa

Pequenas gotas d’água caem sobre mim.
Eu quase não as sinto
Meus braços, abertos, descansando sobre a grama molhada
Meus olhos, fechados, olhando para dentro de mim mesmo

Um lugar onde não estou
Um lugar onde já estiveste

A suave brisa noturna sopra
Eu quase não a sinto
Minha alma, danificada, exalando no ar
Meus lábios, secos, tentando murmurar algo

Um sentimento desconhecido
Um lugar inominável

Um relâmpago explode ao longe
Eu quase não o escuto
Minha mente escavando as últimas memórias tuas
Minhas mãos resgatando o que sobrou de mim

Uma casca vazia
Um coração partido

Meu corpo cansado desmorona.
Eu quase não me sinto
A realidade é muito dura para ser encarada
Estou muito machucado para ser curado sem cicatrizes
Quase não viverei de agora em diante

©2007 Eduardo Magela Rodrigues