Poema da Semana: “Oco”

Versão na Língua Inglesa

Tento não pensar em ti
Tento não pensar em nós
O sol está se pondo
A brisa sopra suave
Totalmente oco, sorrio

Tento não lembrar do passado
Tento não prever o futuro
As folhas continuam caindo
Os pássaros continuam cantando
Totalmente oco, os invejo

Tento não chorar
Tento não sangrar
A quilômetros de distância estás
A metros de profundidade meu coracão jaz
Completamente oco, divago

©2005 Eduardo Magela Rodrigues

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Dica de Álbum: “Master of Reality”, Black Sabbath

master_reality

Lançado em 1971, “Master of Reality” é terceiro disco de estúdio do Black Sabbath. O álbum contém algumas das canções mais emblemáticas da banda, como “Sweet Leaf“, “Orchid“, “Into the Void” e “Children of the Grave“, uma das minhas canções favoritas do quarteto de Birmingham. Mesmo depois de 46 anos de lançamento, ainda é um disco poderoso.

Poema da Semana: “Vida”

Versão na Língua Inglesa

A vida era para ser assim?
Ilusões espalhadas por um labirinto sem saída?
Sentimentos contidos, mergulhados em um poço
Uma coleção de paixões não resolvidas

A vida era para ser assim?
Desentendimentos enfileirados numa escadaria interminável?
Uma série infinita de eventos desencontrados
Um deserto hostil onde o carinho morre todos os dias

Não era a vida para ser mais simples?
Não era para sermos felizes?
Não deveria eu ter o teu amor?

©2007 Eduardo Magela Rodrigues

Música da Semana: “Orion”, Metallica


Parte do lendário álbum “Master of Puppets“, lançado em 1986, “Orion” é – na minha opinião – a melhor música instrumental composta por uma banda de metal. A faixa marca o Metallica em sua melhor fase e, infelizmente, o último disco do sensacional baixista Cliff Burton. O vídeo compartilhado acima foi feito por um fã da banda, com imagens retiradas do documentário “Journey to the Edge of the Universe“, produzido pelo canal National Geographic.

Show!

Poema da Semana: “Dama da Tempestade”

Versão na Língua Inglesa

A tempestade acabou
Mas não consigo ver teu rosto
Parece que tu nunca estiveste lá no final das contas
E eu estive sozinho todo o tempo

Sinto tua falta, querida
Embora nem mesmo saiba teu nome
Eu a vi apenas uma vez e te amei desde então
Agora, desapareço diante do espelho
A tempestade carregou-te para longe de mim

Devia ter conversado contigo
Dito que eras o amor da minha vida
Mas apenas passei por ti
Imaginando o quão feliz a vida seria contigo ao meu lado

Hoje passo pelo mesmo local onde te vi
Mas nunca estás lá
Rezo para que a chuva volte
e te traga de volta, dama da tempestade

©2004 Eduardo Magela Rodrigues

Dica de Animação: “Divertida Mente”

Do site Adoro Cinema (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-196960/):

Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

Um filme muito divertido, pra toda a família. Vale a pena assistir até o fim, para as cenas que acompanham os créditos.

Poema da Semana: “Algo está errado”

Versão na Língua Inglesa

Algo está errado
Meus pulmões ainda respiram
Meu coração ainda bate
Meus olhos ainda vêem
mas não me sinto vivo

Algo está errado
Posso contemplar o nascer do sol
Posso cheirar as flores
Posso sentir o vento
mas não consigo me sentir

Algo está errado
Não estou faminto
Não estou sedento
Não sinto frio
mas não me sinto confortável de forma alguma

Há um vazio dentro de mim
que não consigo explicar através de palavras

Sinto falta de algo
Por favor, não me diga que é o amor

©2006 Eduardo Magela Rodrigues