Dica de Filme: “Interestelar”

Lançado em 2014 e dirigido por Christopher Nolan, “Interestelar” conta a história de um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial e permitir a continuação da espécie humana. Vencedor do Oscar na categoria de Melhores Efeitos Visuais, o longa-metragem se destaca pela precisão das teorias científicas apresentadas ao longo do mesmo, que foram supervisionadas pelo renomado físico teórico Kip Thorne.
Além da fotografia e dos efeitos visuais exuberantes, a narrativa é dinâmica e explora – de maneira bem eficiente – o lado humano das personagens. Isto resulta num filme de quase três horas de duração e repleto de referências científicas que não se torna enfadonho. Há excelentes passagens na película, mas, para mim, o ápice é a brilhante cena em que a dimensão temporal é retratada, de maneira genial, na biblioteca da casa de Cooper (Matthew McConaughey).
Um dos melhores filmes de ficção científica que já assisti, que atende também aos fãs de drama. Se não assistiu ainda, faça o quanto antes.
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Dica de Livro: “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, Yuval Harari

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Publicado em 2014, o livro “Sapiens: Uma Breve História da humanidade” foi escrito pelo historiador israelense Yuval Noah Harari. A obra é dividida em quatro seções (a saber: a Revolução Cognitiva, A Revolução Agrícola, A Unificação da Humanidade e A Revolução Científica), nas quais a história da humanidade é recontada, através da escrita elegante e fluida de Harari. O argumento central do livro é demonstrar que a capacidade de abstração foi crucial para que uma espécie tão frágil como a do homo sapiens conseguisse dominar o planeta, mesmo convivendo com animais muito mais fortes fisicamente. Uma leitura agradável e instigante, recomendada para quem procura saber um pouco mais sobre a nossa própria história.

Dica de Álbum: “The Chemical Wedding”, Bruce Dickinson


Bruce Dickinson é um dos meus vocalistas favoritos, não somente pela sua voz ímpar, mas por sua entrega e pela presença de palco nos shows. No seu período de exílio do Iron Maiden, Dickinson lançou alguns excelentes álbuns solo, sendo um deles “The Chemical Wedding”, de 1998. Este disco mistura peso, belas melodias, solos inspirados e o já patente lirismo de das letras de Dickinson. Na minha opinião, o álbum não deixa nada a dever aos melhores discos do Iron Maiden, até porque na banda que o gravou estava outro ex-exilado da Donzela de Ferro, o talentoso guitarrista Adrian Smith. Apesar de considerar que “The Chemical Wedding” deve ser ouvido na integridade, destaco a pesadíssima faixa-título, a épica “Jerusalem” e a bela “Gates of Urizen”. Uma aula de heavy-metal, vinda de um dos nomes mais respeitados do estilo.

Dica de Canal: Where Postrock Dwells

Para quem gosta de rock e quer descobrir novos nomes, o canal “Where Post Rock Dwells” é uma boa alternativa. Abrangendo todos os estilos de rock e om o objetivo de mostrar bandas que ainda não são conhecidas do público em geral, o canal é atualizado com bastante frequência e realmente disponibiliza vídeos com álbuns de excelente qualidade. Já encontrei muitas bandas interessantes no mesmo, mostrando que o rock – apesar da pouca visibilidade na mídia atualmente, em especial no Brasil – não morre tão cedo.

Dica de Filme: “A Luz Entre os Oceanos”

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Baseado no livro homônimo, escrito por M. L. Stedman e Geni Hirata, “A Luz Entre os Oceanos” conta a história de Tom Sherbourne (Michael Fassbender) – faroleiro de uma ilha isolada na costa oeste da Austrália na divisa entre os Oceanos Pacífico e Índico – e sua mulher, Isabel Graysmark (Alicia Vikander). Impedidos de ter filhos, a vida do casal sofre uma reviravolta quando encontram um barco à deriva na ilha. Com bela fotografia, excelentes atuações dos dois protagonistas e narrativa fluida, o filme é uma boa opção para quem gosta de dramas bem construídos, e não os já conhecidos “dramalhões”.

Dica de Livro: “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emily Brontë

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Lançado em 1847 pela escritora britânica Emily Brontë, o “Morro dos Ventos Uivantes” é um dos grandes clássicos da literatura inglesa e um dos maiores romances de todos os tempos. O livro marcado pela intensidade de suas personagens, principalmente pelo indomável Heathcliff e pela mimada Catarina Earnshaw. O que mais me marcou neste romance é a impressionante de Heathcliff, com sua completa falta de civilidade e a busca incansável por vingança contra a própria família que o acolheu. Merecem destaque, também, as descrições do rude ambiente doméstico na propriedade que dá título ao livro e a famosa frase, proferida por Catarina Earnshaw, que se tornou uma das mais importantes da Literatura mundial: “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”. Uma grande obra, item obrigatório na lista de qualquer amante da Literatura.

Dica de Game: “Unravel”

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Experimentei o videogame “Unravel” alguns dias atrás, com minha filha de 7 anos, e fiquei fascinado pela beleza dos cenários, pela comovente história que serve de pano de fundo para o jogo e, obviamente, a jogabilidade do mesmo.
Além da minha opinião, deixo aqui a descrição oficial do jogo, retirada do site da Microsoft (https://www.microsoft.com/pt-br/p/unravel/c11kkhb5h7qj):
“Unravel introduz Yarny, um novo, adorável e carinhoso personagem feito de um único fio de lã que vai se desemaranhando conforme você se move. Inspirado pelas paisagens únicas e espetaculares do norte da Escandinávia, Unravel é um jogo de plataforma e quebra-cabeças com base nas leis da física que possui um visual impressionante. Usando seu fio de lã para se pendurar de um galho em outro ou pegar uma carona em uma pipa voadora, nenhuma façanha é grande demais. Yarny é trazido à vida como representação dos laços que unem aqueles que se amam. Embarque com Yarny em uma aventura aparentemente maior do que a realidade para reconectar as memórias de uma família, perdidas há muito tempo. Contada sem palavras, experimente esta história empolgante e profunda sobre amor, esperança e a jornada da vida.”