Dica de Álbum: “Sol29”, Nosound

Nosound - Sol29

Nosound” é uma banda italiana de rock progressivo fundada por Giancarlo Erra em 2002. Conheci a mesma em 2013 através do aplicativo BandHook e confesso que desde então se tornou uma das minhas bandas favoritas. Com influências do Pink Floyd e Brian Eno, o Nosound navega entre o rock progressivo e música ambiente, criando texturas sonoras de muito bom gosto. “Sol29“, de 2005, é o álbum de estreia do grupo, que – à época – era composto apenas por Erra. Suas faixas são majoritariamente instrumentais ou com poucas inserções vocais. Destaque para “The Moment She Knew”, “Overloaded”, “Idle End” e a espetacular “Sol29”.

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Dica de Filme: “Bohemian Rhapsody”

Lançado em 1º de novembro de 2018, “Bohemian Rhapsody” conta a história do “Queen” desde sua formação até a emblemática apresentação no estádio Wembley, em 1985, para o Live Aid. Obviamente, o foco do longa é Freddie Mercury – uma das mais poderosas vozes da música -, sua complexa personalidade e as dificuldades que ela causava no cotidiano da banda. Todavia, para além da figura excêntrica de Mercury, há cenas que mostram como surgiram algumas das canções clássicas do quarteto britânico, como “Under Pressure”, “We Will Rock You”, “Love of My Life” e a faixa que dá nome ao filme. Com Rami Malek – que faz um ótimo trabalho da série Mr. Robot – entregando uma performance fantástica no papel principal, uma trilha sonora impecável e uma visão interessante dos bastidores de uma das maiores bandas de rock da história, o filme é certamente um dos melhores que vi este ano. Assista enquanto ainda está em cartaz!

Dica de Livro: “Quando Nietzche Chorou”, Irvin D. Yalom

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Lançado em 1992, “Quando Nietzche Chorou” narra um encontro fictício entre duas das maiores mentes do século XIX: Josef Breuer, um dos pais da psicanálise e mentor de Sigmund Freud, e o filósofo Friedrich Nietzsche. Diante do desafio monumental de tratar Nietzche, que se encontra em uma profunda crise existencial e dominado por uma depressão suicida, Breuer tem de enfrentar seus próprios problemas. O psicológo trava uma batalha pessoal contra as fantasias sexuais que tem com Anna, uma jovem paciente. Misturando realidade, ficção, literatura, filosofia e psicanálise, Irvin D. Yalom cria uma história poderosa, que prende o leitor desde as primeiras páginas. Livro muito bem escrito e fascinante, que oferece uma visão interessante sobre um dos pensadores mais brilhantes e instigantes da história.

Dica de Álbum: “Countdown to Extinction”, Megadeth


Lançado em 1992, “Countdown to Extinction” é o meu álbum preferido do Megadeth, com a – na minha opinião – melhor formação da banda. O disco, que foi indicado para o prêmio de “Melhor Desempenho de Metal” no Grammy Awards de 1993, é uma aula de thrash metal de um conjunto que já entregou outros álbuns memoráveis. Além dos clássicos instantâneos como “Symphony of Destruction” and “Sweating Bullets”, destaco a faixa-titulo e “Psychotron”. Pesado como geladeira!

Dica de Filme: “O Jogo da Imitação”

Lançado em 2015, “O Jogo da Imitação” é um excelente drama que mostra a essencial contribuição de Alan Turing (Benedict Cumberbatch) – brilhante matemático e considerado um dos pais da Ciência da Computação – no esforço britânico durante a II Guerra Mundial. Turing lidera a equipe montada para decodificar as mensagens criptografadas geradas pelas máquinas Enigma utilizadas pelos nazistas. Embora não seja historicamente preciso, fato reconhecido pelo próprio diretor, o filme consegue ilustrar o quão importante foi o trabalho de Turing, que adiantou o fim da guerra em – pelo menos, dois anos – e, por consequência, salvou milhões de vidas. Cumberbatch tem uma excelente atuação no papel de um gênio da matemática que, apesar de toda a sua importância na vitória contra os nazistas, foi perseguido por causa de suas orientação sexual.