Dica de Livro: “Homo Deus”, Yuval Noah Harari

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Na minha opinião, uma grande qualidade do historiador Yuval Noah Harari é sua capacidade de tratar de temas complexos de maneira cristalina e de fácil leitura. Similarmente ao que fez em “Sapiens”, seu livro anterior, o israelense aproveita o decorrer do texto para incluir diversas informações de outras áreas do conhecimento, enriquecendo o conteúdo da obra. O livro mostra como o Humanismo se estabeleceu como a grande religião moderna de facto. Primeiramente, porque se aproveitou do fato de que a Revolução Científica acabou minando todos os argumentos das demais crenças quanto à existência das divindades. Segundo, porque – segundo os argumentos de Harari – problemas como guerras, fome, doenças e a própria morte estão perdendo sua relevância com o avanço da ciência. Todavia, o insight mais interessante de “Homo Deus” é a tese de que nós, humanos, somos – na verdade – um complexo conjunto de algoritmos e que a próxima religião a obter o domínio global é o dataísmo. Baseando-se nisso, Harari afirma que os algoritmos que manipulam quantidades absurdas de dados serão as próximas divindades humanas. Excelente leitura, de uma das mentes mais interessantes da atualidade.
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Dica de Álbum: “The Final Cut”, Pink Floyd

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Décimo segundo álbum do Pink Floyd, “The Final Cut” foi lançado em março de 1983. O disco é último com Roger Waters e foi marcado por grande tensão entre os integrantes da banda, além de não contar com o tecladista Richard Wright. Tecnicamente, trata-se de um álbum conceitual escrito inteiramente por Waters e que discorre sobre a Guerra das Malvinas e a II Guerra Mundial. Com letras carregadas de críticas políticas e sociais, o disco é – em termos sonoros – mais melancólico e sombrio que o lendário “The Wall”. Destaco as faixas “Your Possible Pasts”, “The Gunner’s Dream” e “Two Suns in the Sunset”. Indicado para momentos de maior instropecção.

Dica de Filme: “A Chegada”

Lançado em 2016, “A Chegada” mostra a história da linguista Dra. Louise Banks (Amy Adams) e do matemático Ian Donnelly (Jeremy Renner), que são encarregados pelo exército americano para fazer contato com uma das dozes naves extraterrestres que apareceram em pontos distintos do planeta Terra. Banks inicia uma árdua jornada para tentar se comunicar com os alienígenas e entender sua complexa linguagem, enquanto é simultaneamente pressionada por questões políticas e militares. Todavia, além de narrar a árdua tarefa da linguista para entender como os visitantes se comunicam, o filme oferece ao espectador a oportunidade de refletir sobre diversos assuntos: o quanto a comunicação e a linguagem são importantes para a humanidade, sobre a importância de saborear as pequenas coisas e o quão frágil nós somos como espécie. Dirigido pelo competente Dennis Villeneuve e com uma exuberante fotografia, o longa é uma ficção-científica de primeira linha, que aposta muito mais no conteúdo e na reflexão do que na ação propriamente dita. Um filmaço que, no fundo, nos diz mais sobre a raça humana do que aliens.

 

Dica de Livro: “Jane Eyre”, Charlotte Brontë

jane-eyrePublicado em 1847, “Jane Eyre” é um romance escrito pela britânica Charlotte Brontë, irmã de Emily Brontë, autora de “O Morro dos Ventos Uivantes”. O livro narra a história da personagem homônima, acompanhando seu amadurecimento e seu amor pelo Senhor Rochester, seu patrão, que carrega um grave segredo. A obra marca o início de romances que apresentam protagonistas com anseios e atitudes incomuns para o seu tempo. Jane é uma personagem muito carismática, fato que prende o leitor à narrativa durante todo o tempo. Um dos mais importantes romances da língua inglesa, caprichosamente bem escrito!