Dica de Álbum: “Countdown to Extinction”, Megadeth


Lançado em 1992, “Countdown to Extinction” é o meu álbum preferido do Megadeth, com a – na minha opinião – melhor formação da banda. O disco, que foi indicado para o prêmio de “Melhor Desempenho de Metal” no Grammy Awards de 1993, é uma aula de thrash metal de um conjunto que já entregou outros álbuns memoráveis. Além dos clássicos instantâneos como “Symphony of Destruction” and “Sweating Bullets”, destaco a faixa-titulo e “Psychotron”. Pesado como geladeira!

Anúncios

Dica de Filme: “O Jogo da Imitação”

Lançado em 2015, “O Jogo da Imitação” é um excelente drama que mostra a essencial contribuição de Alan Turing (Benedict Cumberbatch) – brilhante matemático e considerado um dos pais da Ciência da Computação – no esforço britânico durante a II Guerra Mundial. Turing lidera a equipe montada para decodificar as mensagens criptografadas geradas pelas máquinas Enigma utilizadas pelos nazistas. Embora não seja historicamente preciso, fato reconhecido pelo próprio diretor, o filme consegue ilustrar o quão importante foi o trabalho de Turing, que adiantou o fim da guerra em – pelo menos, dois anos – e, por consequência, salvou milhões de vidas. Cumberbatch tem uma excelente atuação no papel de um gênio da matemática que, apesar de toda a sua importância na vitória contra os nazistas, foi perseguido por causa de suas orientação sexual.

Dica de Livro: “Anna Karênina”, Liev Tolstói

Publicado em 1877 pelo escritor russo Liev Tolstói, “Anna Karênina” é considerados um dos mais importantes romances da Literatura Universal. O enredo conta a história da Anna Karênina, uma bela e rica mulher da alta sociedade russa, que se envolve em um caso extraconjugal com o Conde Alexei Vronsky, um bem-nascido oficial do exército russo.

Apesar de estar apaixonada por Vronsky, Anna hesita em se separar de seu marido – um alto oficial do governo -, em virtude das pressões da própria sociedade. Ela decide, então, fugir com seu amante, mas o relacionamento dos dois acaba ficando fora de controle, em decorrência da insegurança de Anna e do temperamento libertário de Vronsky.Além de tratar do drama da personagem principal, o livro de Tolstói cria um excelente retrato da sociedade russa do final do século XIX, que seria drasticamente modificada quarente anos depois, com o advento da Revolução Comunista.
Não se deixe desanimar pelo tamanho do livro, pois a história prende o leitor de uma maneira que as páginas vão se passando sem que você perceba.

Dica de Álbum: “Starkers in Tokyo”, Whitesnake

Lançado em 1998, “Starkers in Tokyo” – do Whitesnake – é um dos meus álbuns acústicos preferidos, perdendo apenas para “Alice in Chains – MTV Unplugged”. O disco é, na verdade, a gravação de um show de voz e violão feito na capital japonesa pelo vocalista David Coverdale e o guitarrista Adrian Vandenberg. A ausência de pedais e demais instrumentos permite que o ouvinte tenha uma perfeita noção de quanto Coverdale canta, sem fazer qualquer tipo de esforço (em contraste com outros vocalistas de diversos gêneros). O álbum é uma coleção de hits da banda, mas destaco “Sailing Ships”, “Love Ain’t No Stranger” e “The Deeper The Love”. Escute e se encante com a performance de uma das mais belas vozes do rock mundial.

#dicadealbum #música #rock #whitesnake #acústico

Dica de Filme: “Extraordinário”

extraordinario

Lançado em 2017, “Extraordinário” conta a história de August “Auggie” Pullman (Jacob Tremblay), um garoto que nasceu com uma séria deformação facial e é obrigado a fazer 27 cirurgias plásticas, em seu primeiro ano numa escolar regular. A narrativa é focada nas aventuras e desventuras de Auggie, mostrando como ele lida com o inevitável bullying e com o período de socialização com outras crianças. Todavia, há uma interessante exploração das personagens secundárias, que ajudam bastante na narrativa e ressaltam o fato de que, na grande maioria das vezes, os desentendimentos do cotidiano são fruto da simples falta de comunicação.
“Extraordinário” é um excelente filme do tipo “família” e que deixa no expectador aquela sensação de “ainda existe bondade no mundo”, tão necessária nos dias de hoje.

Dica de Àlbum: “The Distance to Here”, Live

the-distance-to-here

O “Live” é uma de minhas bandas de rock alternativo prediletas, em decorrência da originalidade do som, o lirismo das letras e o voz ímpar de Ed Kowalczyk. “The Distance to Here” – quarto álbum de estúdio do conjunto norte-americano, lançado em 1999 – é meu álbum favorito, devido aos vocais especialmente energéticos de Kowalczyk canta, as belas letras e o instrumental bem afinado da banda. Gosto de todas as faixas do álbum, mas destaco a animada “The Dolphin’s Cry”, a pesada “Sparkle”, bem como as contemplativas “Run to the Water”, “Where Fishes Go” e “Face and Ghost (The Children’s Song)”. Se puder, confira também as letras!

Dica de Filme: “Sentidos do Amor”

Minha mãe costuma me dizer que existem certas coisas que a gente só se lembra que existem quando elas faltam. Um clássico exemplo é a energia elétrica. Neste filme de 2011, isso é explorado através de uma pandemia que primeiramente faz que com as pessoas percam o sentido do paladar e, depois, da audição. Assistindo ao filme dá para perceber como, na maioria das vezes, por causa da correria – ou mesmo por nossa insensibilidade – deixamos de saborear (literalmente) os pequenos prazeres diários. No filme, a pandemia é pano de fundo para o romance entre o chef de cozinha Michael (Ewan McGregor) e cientista Susan (Eva Green). Um pouco drama, um pouco romance, um pouco ficção científica, “Sentidos do Amor” é um ótimo filme, que nos ajuda a valorizar mais as coisas rotineiras.

 

Dica de Canal: Dust

Para os fãs de ficção científica, o Dust é um paraíso. Atualizado frequentemente, o canal está repleto de curta-metragens do gênero, todos muito bem produzidos. Os filmes abordam diversas faces da sci-fi, desde distopias tecnológicas, horrores, interações com alienígenas e romances entre homens e máquinas. Para aqueles que gostam de sugestões, cito “Rise”, “Children of Future Sleep” e “The Black Hole”.

Dica de Livro: “Como Criar uma Mente”, Ray Kurzweil

como-criar-uma-mente
Pioneiro nos campos de reconhecimento ótico de caracteres, síntese de voz, reconhecimento de fala e teclados eletrônicos, Ray Kurzweil é um dos mais conhecidos futuristas da atualidade. No livro “Como Criar uma Mente”, o autor aborda pesquisas feitas na área da Neurociência – além de seus próprios estudos e invenções – e descreve, de maneira bastante didática, sua Teoria Mental de Reconhecimento de Padrões (TMRP), sobre o modo de funcionamento do neocórtex.
A teoria de Kurzweil é bastante interessante, pois apresenta o neocórtex não como um sistema intrincado, extremamente complexo e – por conseguinte – impossível de ser replicado, mas como uma estrutura hierárquica de pequenos sistemas interconectados e capazes de reconhecer padrões. O autor ressalta que o reconhecimento de padrões já havia sido observado por cientistas, entre eles, Charles Darwin, que utilizou a técnica para desenvolver sua Teoria da Evolução. Assim, baseado na TMRP, Kurzweil afirma que é possível fazer a engenharia reversa do cérebro humano para a criação de superinteligências artificiais, que – segundo ele – poderão ser criadas ainda neste século.
São abordados, ainda, assuntos relacionados à mente em áreas como a Psicologia, Filosofia, Anatomia e Tecnologia da Informação. Obviamente, tais temas não são esgotados no livro, mas o autor fornece diversas referências para aqueles que desejam se aprofundar. Em resumo, um livro instigante, escrito por um dos mais destacados visionários contemporâneo, sobre a mais fascinante máquina do universo: o cérebro humano.

Dica de Álbum: “Powerslave”, Iron Maiden

Em tempos de músicos de um sucesso só – e de letras e ritmos de gosto mais do que duvidoso -, o Iron Maiden e seus mais de 40 anos de estrada é um ponto fora da curva. Formada em 1975, a lendária banda britânica de heavy-metal possui uma sólida base de fãs, uma das discografia mais vastas e respeitadas da história do rock e arrasta multidões em todos os cantos do mundo. “Powerslave” – o quinto álbum de estúdio da banda e lançado em 1984 – é, desde a faixa inicial, “Aces High” (que se inicia com um trecho de Winston Churchill durante a II Guerra), até “Rime of the Ancient Mariner” (que foi inspirada a partir de um poema homônimo, lançado em 1798 pelo poeta Samuel Taylor Coleridge), é uma amostra do que a Donzela de Ferro é capaz de criar. Na minha humilde opinião, este é o melhor álbum do Maiden. Além de “Aces High” e “Rime of the Ancient Mariner”, destaco também “2 Minutes to Midnight” e “The Duellists”. Simplesmente um dos melhores discos de heavy-metal de todos os tempos!