Dica de Livro: “The Electric State”, Simon Stalenhag

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Escrito e ilustrado pelo artista digital sueco Simon Stalenhag, o livro “O Estado Elétrico” – lançado em 2018 – conta a história de uma adolescente fugitiva e seu pequeno robô amarelo de brinquedo. A peculiar dupla viaja através de uma estranha paisagem americana onde as ruínas de gigantescos drones de combate cobrem o campo, junto com o lixo descartado de uma sociedade consumista de alta tecnologia viciada em um sistema de realidade virtual. A inquietante narrativa distópica de Stalenhag é acompanhada de ilustrações impressionantes. Uma obra fascinante, que combina, com maestria, palavras e imagens. Show!

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Dica de Álbum: “Living Room Songs”, Ólafur Arnalds

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O compositor e multi instrumentista islandês Ólafur Arnalds consegue mesclar, com muito bom gosto e sensibilidade, componentes da música clássica com elementos da música eletrônica. Seu álbum “Living Room Songs” – lançado em 2011 e gravado dentro da sala de estar de seu apartamento ao longo de uma semana – é um dos meus favoritos exatamente pela maestria como Arnalds executa esta mistura. É um álbum para ser ouvido com calma e, de preferência, com fones de ouvidos. Destaco as belíssimas “Lag fyrir ömmu” e “Near Light”. Se puder, escute os outros discos deste talentoso músico.

Dica de Filme: “A Livraria”

Ambientado no fim da década de 50, “A Livraria” narra a história de Florence Green (Emily Mortimer), uma viúva que decide abrir uma livraria numa pequena cidade inglesa, e sua luta para vencer o conservadorismo de uma comunidade. É um drama sem grandes aspirações, mas que cativa e faz o espectador torcer por Florence e contra Violeta Gamart (Patricia Clarkson), que exerce grande influência sobre a cidade. Para os amantes de livros, não há como não ficar admirado com a graciosidade de livraria de Florence!

Livro: “A Segunda Guerra Mundial – Os 2.174 Dias que Mudaram o Mundo”, Martin Gilbert

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Escrito pelo historiador britânico Martin Gilbert, “A Segunda Guerra Mundial – Os 2.174 Dias que Mudaram o Mundo‎” é um livro fantástico. A obra narra – dia após dia – o desenvolvimento do maior conflito do século XX em todas as frentes, fornecendo ao leitor uma visão completa sobre a guerra. Além da linha cronológica, que permite compreender todos os movimentos dos exércitos envolvidos, Gilbert incluiu em seu texto relatos e correspondências, tanto dos principais atores quanto de soldados em campo, de sobreviventes e de testemunhas oculares das barbáries ocorridas ao longo do conflito. Show!

Dica de Álbum: “Waiting for the Sirens’ Call”, New Order

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Lançado em 2005, “Waiting for the Sirens’ Call” é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica New Order. Diferente de outros discos do grupo, o álbum tem um tom bem menos sombrio, servindo como uma boa trilha sonora para quem deseja correr ou praticar exercícios físicos. Destaco “Who’s Joe?”, a dançante “Hey Now What You Doing” e “Dracula’s Castle”.
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Dica de Filme: “A Última Tentação de Cristo”

Dirigido por Martin Scorsese e lançado em 1988, “A Última Tentação de Cristo” retrata um Jesus (Willem Defoe) relutante, perturbado por sentimentos como dúvida, medo e luxúria. O filme foi baseado no romance homônimo – escrito por Níkos Kazantzákis e publicado em 1951 – causou bastante furor dentro da comunidade cristã na época de seu lançamento (apesar de um aviso informar que não se trata de uma interpretação bíblica da vida do Galileu). O filme recebeu indicações ao Oscar de Melhor Diretor e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante para Barbara Hershey, que interpretou Maria Madalena. É, certamente, um longa metragem que não deve ser visto a partir de uma perspectiva de encenação dos escritos bíblicos, mas, sim, como uma especulação sobre os conflitos internos vividos por uma das personagens mais icônicas e misteriosas da História.

Dica de Livro: “Homo Deus”, Yuval Noah Harari

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Na minha opinião, uma grande qualidade do historiador Yuval Noah Harari é sua capacidade de tratar de temas complexos de maneira cristalina e de fácil leitura. Similarmente ao que fez em “Sapiens”, seu livro anterior, o israelense aproveita o decorrer do texto para incluir diversas informações de outras áreas do conhecimento, enriquecendo o conteúdo da obra. O livro mostra como o Humanismo se estabeleceu como a grande religião moderna de facto. Primeiramente, porque se aproveitou do fato de que a Revolução Científica acabou minando todos os argumentos das demais crenças quanto à existência das divindades. Segundo, porque – segundo os argumentos de Harari – problemas como guerras, fome, doenças e a própria morte estão perdendo sua relevância com o avanço da ciência. Todavia, o insight mais interessante de “Homo Deus” é a tese de que nós, humanos, somos – na verdade – um complexo conjunto de algoritmos e que a próxima religião a obter o domínio global é o dataísmo. Baseando-se nisso, Harari afirma que os algoritmos que manipulam quantidades absurdas de dados serão as próximas divindades humanas. Excelente leitura, de uma das mentes mais interessantes da atualidade.
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Dica de Álbum: “The Final Cut”, Pink Floyd

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Décimo segundo álbum do Pink Floyd, “The Final Cut” foi lançado em março de 1983. O disco é último com Roger Waters e foi marcado por grande tensão entre os integrantes da banda, além de não contar com o tecladista Richard Wright. Tecnicamente, trata-se de um álbum conceitual escrito inteiramente por Waters e que discorre sobre a Guerra das Malvinas e a II Guerra Mundial. Com letras carregadas de críticas políticas e sociais, o disco é – em termos sonoros – mais melancólico e sombrio que o lendário “The Wall”. Destaco as faixas “Your Possible Pasts”, “The Gunner’s Dream” e “Two Suns in the Sunset”. Indicado para momentos de maior instropecção.

Dica de Filme: “A Chegada”

Lançado em 2016, “A Chegada” mostra a história da linguista Dra. Louise Banks (Amy Adams) e do matemático Ian Donnelly (Jeremy Renner), que são encarregados pelo exército americano para fazer contato com uma das dozes naves extraterrestres que apareceram em pontos distintos do planeta Terra. Banks inicia uma árdua jornada para tentar se comunicar com os alienígenas e entender sua complexa linguagem, enquanto é simultaneamente pressionada por questões políticas e militares. Todavia, além de narrar a árdua tarefa da linguista para entender como os visitantes se comunicam, o filme oferece ao espectador a oportunidade de refletir sobre diversos assuntos: o quanto a comunicação e a linguagem são importantes para a humanidade, sobre a importância de saborear as pequenas coisas e o quão frágil nós somos como espécie. Dirigido pelo competente Dennis Villeneuve e com uma exuberante fotografia, o longa é uma ficção-científica de primeira linha, que aposta muito mais no conteúdo e na reflexão do que na ação propriamente dita. Um filmaço que, no fundo, nos diz mais sobre a raça humana do que aliens.

 

Dica de Livro: “Jane Eyre”, Charlotte Brontë

jane-eyrePublicado em 1847, “Jane Eyre” é um romance escrito pela britânica Charlotte Brontë, irmã de Emily Brontë, autora de “O Morro dos Ventos Uivantes”. O livro narra a história da personagem homônima, acompanhando seu amadurecimento e seu amor pelo Senhor Rochester, seu patrão, que carrega um grave segredo. A obra marca o início de romances que apresentam protagonistas com anseios e atitudes incomuns para o seu tempo. Jane é uma personagem muito carismática, fato que prende o leitor à narrativa durante todo o tempo. Um dos mais importantes romances da língua inglesa, caprichosamente bem escrito!