Dica de Filme: “Zoe”

Se os robôs evoluírem a ponto de ter sentimentos humanos, como será o relacionamento entre as duas espécies? O que acontecerá com os autômatos se ganharem consciência de que são, na verdade, máquinas? O filme “Zoe”, lançado em 2018, explora esta possibilidade contando a história de Cole (Ewan McGregor), um especialista em Inteligência Artificial que desenvolve “humanos sintéticos” para uma empresa de relacionamentos amorosos. Com trilha sonora bastante adequada, o filme é uma excelente mistura de drama e ficção-científica.

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Dica de Filme: “A Livraria”

Ambientado no fim da década de 50, “A Livraria” narra a história de Florence Green (Emily Mortimer), uma viúva que decide abrir uma livraria numa pequena cidade inglesa, e sua luta para vencer o conservadorismo de uma comunidade. É um drama sem grandes aspirações, mas que cativa e faz o espectador torcer por Florence e contra Violeta Gamart (Patricia Clarkson), que exerce grande influência sobre a cidade. Para os amantes de livros, não há como não ficar admirado com a graciosidade de livraria de Florence!

Dica de Filme: “A Última Tentação de Cristo”

Dirigido por Martin Scorsese e lançado em 1988, “A Última Tentação de Cristo” retrata um Jesus (Willem Defoe) relutante, perturbado por sentimentos como dúvida, medo e luxúria. O filme foi baseado no romance homônimo – escrito por Níkos Kazantzákis e publicado em 1951 – causou bastante furor dentro da comunidade cristã na época de seu lançamento (apesar de um aviso informar que não se trata de uma interpretação bíblica da vida do Galileu). O filme recebeu indicações ao Oscar de Melhor Diretor e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante para Barbara Hershey, que interpretou Maria Madalena. É, certamente, um longa metragem que não deve ser visto a partir de uma perspectiva de encenação dos escritos bíblicos, mas, sim, como uma especulação sobre os conflitos internos vividos por uma das personagens mais icônicas e misteriosas da História.

Dica de Filme: “A Chegada”

Lançado em 2016, “A Chegada” mostra a história da linguista Dra. Louise Banks (Amy Adams) e do matemático Ian Donnelly (Jeremy Renner), que são encarregados pelo exército americano para fazer contato com uma das dozes naves extraterrestres que apareceram em pontos distintos do planeta Terra. Banks inicia uma árdua jornada para tentar se comunicar com os alienígenas e entender sua complexa linguagem, enquanto é simultaneamente pressionada por questões políticas e militares. Todavia, além de narrar a árdua tarefa da linguista para entender como os visitantes se comunicam, o filme oferece ao espectador a oportunidade de refletir sobre diversos assuntos: o quanto a comunicação e a linguagem são importantes para a humanidade, sobre a importância de saborear as pequenas coisas e o quão frágil nós somos como espécie. Dirigido pelo competente Dennis Villeneuve e com uma exuberante fotografia, o longa é uma ficção-científica de primeira linha, que aposta muito mais no conteúdo e na reflexão do que na ação propriamente dita. Um filmaço que, no fundo, nos diz mais sobre a raça humana do que aliens.

 

Dica de Filme: “Bohemian Rhapsody”

Lançado em 1º de novembro de 2018, “Bohemian Rhapsody” conta a história do “Queen” desde sua formação até a emblemática apresentação no estádio Wembley, em 1985, para o Live Aid. Obviamente, o foco do longa é Freddie Mercury – uma das mais poderosas vozes da música -, sua complexa personalidade e as dificuldades que ela causava no cotidiano da banda. Todavia, para além da figura excêntrica de Mercury, há cenas que mostram como surgiram algumas das canções clássicas do quarteto britânico, como “Under Pressure”, “We Will Rock You”, “Love of My Life” e a faixa que dá nome ao filme. Com Rami Malek – que faz um ótimo trabalho da série Mr. Robot – entregando uma performance fantástica no papel principal, uma trilha sonora impecável e uma visão interessante dos bastidores de uma das maiores bandas de rock da história, o filme é certamente um dos melhores que vi este ano. Assista enquanto ainda está em cartaz!

Dica de Filme: “Extraordinário”

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Lançado em 2017, “Extraordinário” conta a história de August “Auggie” Pullman (Jacob Tremblay), um garoto que nasceu com uma séria deformação facial e é obrigado a fazer 27 cirurgias plásticas, em seu primeiro ano numa escolar regular. A narrativa é focada nas aventuras e desventuras de Auggie, mostrando como ele lida com o inevitável bullying e com o período de socialização com outras crianças. Todavia, há uma interessante exploração das personagens secundárias, que ajudam bastante na narrativa e ressaltam o fato de que, na grande maioria das vezes, os desentendimentos do cotidiano são fruto da simples falta de comunicação.
“Extraordinário” é um excelente filme do tipo “família” e que deixa no expectador aquela sensação de “ainda existe bondade no mundo”, tão necessária nos dias de hoje.

Dica de Filme: “Sentidos do Amor”

Minha mãe costuma me dizer que existem certas coisas que a gente só se lembra que existem quando elas faltam. Um clássico exemplo é a energia elétrica. Neste filme de 2011, isso é explorado através de uma pandemia que primeiramente faz que com as pessoas percam o sentido do paladar e, depois, da audição. Assistindo ao filme dá para perceber como, na maioria das vezes, por causa da correria – ou mesmo por nossa insensibilidade – deixamos de saborear (literalmente) os pequenos prazeres diários. No filme, a pandemia é pano de fundo para o romance entre o chef de cozinha Michael (Ewan McGregor) e cientista Susan (Eva Green). Um pouco drama, um pouco romance, um pouco ficção científica, “Sentidos do Amor” é um ótimo filme, que nos ajuda a valorizar mais as coisas rotineiras.

 

Dica de Filme: “Ex_Machina: Instinto Artificial”

Lançado em 2014, “Ex_Machina: Instinto Artificial” conta a história de Caleb (Domhnall Gleeson), um programador que vence um concurso interno de uma empresa e recebe a oportunidade de testar uma inteligência artificial criada por Nathan (Oscar Isaac), dono da empresa e um brilhante e recluso bilionário. O sistema criado por Nathan está instalado em Ava (Alicia Vikander), um uma sofisticada e sedutora robô. À medida que os testes progridem, Caleb descobre que essa inteligência artificial é tão sofisticada e imprevisível que ele não sabe mais em quem confiar. O longa-metragem – que foi premiado com o Oscar de Melhores Efeitos Visuais – explora a inevitável evolução da Inteligência Artificial do ponto de vista dos relacionamentos entre humanos e máquinas. Para os fãs de ficção-científica, uma excelente pedida!

Dica de Filme: “Interestelar”

Lançado em 2014 e dirigido por Christopher Nolan, “Interestelar” conta a história de um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial e permitir a continuação da espécie humana. Vencedor do Oscar na categoria de Melhores Efeitos Visuais, o longa-metragem se destaca pela precisão das teorias científicas apresentadas ao longo do mesmo, que foram supervisionadas pelo renomado físico teórico Kip Thorne.
Além da fotografia e dos efeitos visuais exuberantes, a narrativa é dinâmica e explora – de maneira bem eficiente – o lado humano das personagens. Isto resulta num filme de quase três horas de duração e repleto de referências científicas que não se torna enfadonho. Há excelentes passagens na película, mas, para mim, o ápice é a brilhante cena em que a dimensão temporal é retratada, de maneira genial, na biblioteca da casa de Cooper (Matthew McConaughey).
Um dos melhores filmes de ficção científica que já assisti, que atende também aos fãs de drama. Se não assistiu ainda, faça o quanto antes.

Dica de Filme: “A Luz Entre os Oceanos”

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Baseado no livro homônimo, escrito por M. L. Stedman e Geni Hirata, “A Luz Entre os Oceanos” conta a história de Tom Sherbourne (Michael Fassbender) – faroleiro de uma ilha isolada na costa oeste da Austrália na divisa entre os Oceanos Pacífico e Índico – e sua mulher, Isabel Graysmark (Alicia Vikander). Impedidos de ter filhos, a vida do casal sofre uma reviravolta quando encontram um barco à deriva na ilha. Com bela fotografia, excelentes atuações dos dois protagonistas e narrativa fluida, o filme é uma boa opção para quem gosta de dramas bem construídos, e não os já conhecidos “dramalhões”.