Dica de Livro: “The Electric State”, Simon Stalenhag

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Escrito e ilustrado pelo artista digital sueco Simon Stalenhag, o livro “O Estado Elétrico” – lançado em 2018 – conta a história de uma adolescente fugitiva e seu pequeno robô amarelo de brinquedo. A peculiar dupla viaja através de uma estranha paisagem americana onde as ruínas de gigantescos drones de combate cobrem o campo, junto com o lixo descartado de uma sociedade consumista de alta tecnologia viciada em um sistema de realidade virtual. A inquietante narrativa distópica de Stalenhag é acompanhada de ilustrações impressionantes. Uma obra fascinante, que combina, com maestria, palavras e imagens. Show!

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Livro: “A Segunda Guerra Mundial – Os 2.174 Dias que Mudaram o Mundo”, Martin Gilbert

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Escrito pelo historiador britânico Martin Gilbert, “A Segunda Guerra Mundial – Os 2.174 Dias que Mudaram o Mundo‎” é um livro fantástico. A obra narra – dia após dia – o desenvolvimento do maior conflito do século XX em todas as frentes, fornecendo ao leitor uma visão completa sobre a guerra. Além da linha cronológica, que permite compreender todos os movimentos dos exércitos envolvidos, Gilbert incluiu em seu texto relatos e correspondências, tanto dos principais atores quanto de soldados em campo, de sobreviventes e de testemunhas oculares das barbáries ocorridas ao longo do conflito. Show!

Dica de Livro: “Homo Deus”, Yuval Noah Harari

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Na minha opinião, uma grande qualidade do historiador Yuval Noah Harari é sua capacidade de tratar de temas complexos de maneira cristalina e de fácil leitura. Similarmente ao que fez em “Sapiens”, seu livro anterior, o israelense aproveita o decorrer do texto para incluir diversas informações de outras áreas do conhecimento, enriquecendo o conteúdo da obra. O livro mostra como o Humanismo se estabeleceu como a grande religião moderna de facto. Primeiramente, porque se aproveitou do fato de que a Revolução Científica acabou minando todos os argumentos das demais crenças quanto à existência das divindades. Segundo, porque – segundo os argumentos de Harari – problemas como guerras, fome, doenças e a própria morte estão perdendo sua relevância com o avanço da ciência. Todavia, o insight mais interessante de “Homo Deus” é a tese de que nós, humanos, somos – na verdade – um complexo conjunto de algoritmos e que a próxima religião a obter o domínio global é o dataísmo. Baseando-se nisso, Harari afirma que os algoritmos que manipulam quantidades absurdas de dados serão as próximas divindades humanas. Excelente leitura, de uma das mentes mais interessantes da atualidade.
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Dica de Livro: “Jane Eyre”, Charlotte Brontë

jane-eyrePublicado em 1847, “Jane Eyre” é um romance escrito pela britânica Charlotte Brontë, irmã de Emily Brontë, autora de “O Morro dos Ventos Uivantes”. O livro narra a história da personagem homônima, acompanhando seu amadurecimento e seu amor pelo Senhor Rochester, seu patrão, que carrega um grave segredo. A obra marca o início de romances que apresentam protagonistas com anseios e atitudes incomuns para o seu tempo. Jane é uma personagem muito carismática, fato que prende o leitor à narrativa durante todo o tempo. Um dos mais importantes romances da língua inglesa, caprichosamente bem escrito!

Dica de Livro: “Quando Nietzche Chorou”, Irvin D. Yalom

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Lançado em 1992, “Quando Nietzche Chorou” narra um encontro fictício entre duas das maiores mentes do século XIX: Josef Breuer, um dos pais da psicanálise e mentor de Sigmund Freud, e o filósofo Friedrich Nietzsche. Diante do desafio monumental de tratar Nietzche, que se encontra em uma profunda crise existencial e dominado por uma depressão suicida, Breuer tem de enfrentar seus próprios problemas. O psicológo trava uma batalha pessoal contra as fantasias sexuais que tem com Anna, uma jovem paciente. Misturando realidade, ficção, literatura, filosofia e psicanálise, Irvin D. Yalom cria uma história poderosa, que prende o leitor desde as primeiras páginas. Livro muito bem escrito e fascinante, que oferece uma visão interessante sobre um dos pensadores mais brilhantes e instigantes da história.

Dica de Filme: “O Jogo da Imitação”

Lançado em 2015, “O Jogo da Imitação” é um excelente drama que mostra a essencial contribuição de Alan Turing (Benedict Cumberbatch) – brilhante matemático e considerado um dos pais da Ciência da Computação – no esforço britânico durante a II Guerra Mundial. Turing lidera a equipe montada para decodificar as mensagens criptografadas geradas pelas máquinas Enigma utilizadas pelos nazistas. Embora não seja historicamente preciso, fato reconhecido pelo próprio diretor, o filme consegue ilustrar o quão importante foi o trabalho de Turing, que adiantou o fim da guerra em – pelo menos, dois anos – e, por consequência, salvou milhões de vidas. Cumberbatch tem uma excelente atuação no papel de um gênio da matemática que, apesar de toda a sua importância na vitória contra os nazistas, foi perseguido por causa de suas orientação sexual.

Dica de Livro: “Anna Karênina”, Liev Tolstói

Publicado em 1877 pelo escritor russo Liev Tolstói, “Anna Karênina” é considerados um dos mais importantes romances da Literatura Universal. O enredo conta a história da Anna Karênina, uma bela e rica mulher da alta sociedade russa, que se envolve em um caso extraconjugal com o Conde Alexei Vronsky, um bem-nascido oficial do exército russo.

Apesar de estar apaixonada por Vronsky, Anna hesita em se separar de seu marido – um alto oficial do governo -, em virtude das pressões da própria sociedade. Ela decide, então, fugir com seu amante, mas o relacionamento dos dois acaba ficando fora de controle, em decorrência da insegurança de Anna e do temperamento libertário de Vronsky.Além de tratar do drama da personagem principal, o livro de Tolstói cria um excelente retrato da sociedade russa do final do século XIX, que seria drasticamente modificada quarente anos depois, com o advento da Revolução Comunista.
Não se deixe desanimar pelo tamanho do livro, pois a história prende o leitor de uma maneira que as páginas vão se passando sem que você perceba.

Dica de Livro: “Como Criar uma Mente”, Ray Kurzweil

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Pioneiro nos campos de reconhecimento ótico de caracteres, síntese de voz, reconhecimento de fala e teclados eletrônicos, Ray Kurzweil é um dos mais conhecidos futuristas da atualidade. No livro “Como Criar uma Mente”, o autor aborda pesquisas feitas na área da Neurociência – além de seus próprios estudos e invenções – e descreve, de maneira bastante didática, sua Teoria Mental de Reconhecimento de Padrões (TMRP), sobre o modo de funcionamento do neocórtex.
A teoria de Kurzweil é bastante interessante, pois apresenta o neocórtex não como um sistema intrincado, extremamente complexo e – por conseguinte – impossível de ser replicado, mas como uma estrutura hierárquica de pequenos sistemas interconectados e capazes de reconhecer padrões. O autor ressalta que o reconhecimento de padrões já havia sido observado por cientistas, entre eles, Charles Darwin, que utilizou a técnica para desenvolver sua Teoria da Evolução. Assim, baseado na TMRP, Kurzweil afirma que é possível fazer a engenharia reversa do cérebro humano para a criação de superinteligências artificiais, que – segundo ele – poderão ser criadas ainda neste século.
São abordados, ainda, assuntos relacionados à mente em áreas como a Psicologia, Filosofia, Anatomia e Tecnologia da Informação. Obviamente, tais temas não são esgotados no livro, mas o autor fornece diversas referências para aqueles que desejam se aprofundar. Em resumo, um livro instigante, escrito por um dos mais destacados visionários contemporâneo, sobre a mais fascinante máquina do universo: o cérebro humano.

Dica de Livro: “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, Yuval Harari

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Publicado em 2014, o livro “Sapiens: Uma Breve História da humanidade” foi escrito pelo historiador israelense Yuval Noah Harari. A obra é dividida em quatro seções (a saber: a Revolução Cognitiva, A Revolução Agrícola, A Unificação da Humanidade e A Revolução Científica), nas quais a história da humanidade é recontada, através da escrita elegante e fluida de Harari. O argumento central do livro é demonstrar que a capacidade de abstração foi crucial para que uma espécie tão frágil como a do homo sapiens conseguisse dominar o planeta, mesmo convivendo com animais muito mais fortes fisicamente. Uma leitura agradável e instigante, recomendada para quem procura saber um pouco mais sobre a nossa própria história.

Dica de Livro: “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emily Brontë

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Lançado em 1847 pela escritora britânica Emily Brontë, o “Morro dos Ventos Uivantes” é um dos grandes clássicos da literatura inglesa e um dos maiores romances de todos os tempos. O livro marcado pela intensidade de suas personagens, principalmente pelo indomável Heathcliff e pela mimada Catarina Earnshaw. O que mais me marcou neste romance é a impressionante de Heathcliff, com sua completa falta de civilidade e a busca incansável por vingança contra a própria família que o acolheu. Merecem destaque, também, as descrições do rude ambiente doméstico na propriedade que dá título ao livro e a famosa frase, proferida por Catarina Earnshaw, que se tornou uma das mais importantes da Literatura mundial: “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”. Uma grande obra, item obrigatório na lista de qualquer amante da Literatura.