Dica de Livro: “Jane Eyre”, Charlotte Brontë

jane-eyrePublicado em 1847, “Jane Eyre” é um romance escrito pela britânica Charlotte Brontë, irmã de Emily Brontë, autora de “O Morro dos Ventos Uivantes”. O livro narra a história da personagem homônima, acompanhando seu amadurecimento e seu amor pelo Senhor Rochester, seu patrão, que carrega um grave segredo. A obra marca o início de romances que apresentam protagonistas com anseios e atitudes incomuns para o seu tempo. Jane é uma personagem muito carismática, fato que prende o leitor à narrativa durante todo o tempo. Um dos mais importantes romances da língua inglesa, caprichosamente bem escrito!

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Dica de Álbum: “Sol29”, Nosound

Nosound - Sol29

Nosound” é uma banda italiana de rock progressivo fundada por Giancarlo Erra em 2002. Conheci a mesma em 2013 através do aplicativo BandHook e confesso que desde então se tornou uma das minhas bandas favoritas. Com influências do Pink Floyd e Brian Eno, o Nosound navega entre o rock progressivo e música ambiente, criando texturas sonoras de muito bom gosto. “Sol29“, de 2005, é o álbum de estreia do grupo, que – à época – era composto apenas por Erra. Suas faixas são majoritariamente instrumentais ou com poucas inserções vocais. Destaque para “The Moment She Knew”, “Overloaded”, “Idle End” e a espetacular “Sol29”.

Dica de Filme: “Bohemian Rhapsody”

Lançado em 1º de novembro de 2018, “Bohemian Rhapsody” conta a história do “Queen” desde sua formação até a emblemática apresentação no estádio Wembley, em 1985, para o Live Aid. Obviamente, o foco do longa é Freddie Mercury – uma das mais poderosas vozes da música -, sua complexa personalidade e as dificuldades que ela causava no cotidiano da banda. Todavia, para além da figura excêntrica de Mercury, há cenas que mostram como surgiram algumas das canções clássicas do quarteto britânico, como “Under Pressure”, “We Will Rock You”, “Love of My Life” e a faixa que dá nome ao filme. Com Rami Malek – que faz um ótimo trabalho da série Mr. Robot – entregando uma performance fantástica no papel principal, uma trilha sonora impecável e uma visão interessante dos bastidores de uma das maiores bandas de rock da história, o filme é certamente um dos melhores que vi este ano. Assista enquanto ainda está em cartaz!

Dica de Livro: “Quando Nietzche Chorou”, Irvin D. Yalom

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Lançado em 1992, “Quando Nietzche Chorou” narra um encontro fictício entre duas das maiores mentes do século XIX: Josef Breuer, um dos pais da psicanálise e mentor de Sigmund Freud, e o filósofo Friedrich Nietzsche. Diante do desafio monumental de tratar Nietzche, que se encontra em uma profunda crise existencial e dominado por uma depressão suicida, Breuer tem de enfrentar seus próprios problemas. O psicológo trava uma batalha pessoal contra as fantasias sexuais que tem com Anna, uma jovem paciente. Misturando realidade, ficção, literatura, filosofia e psicanálise, Irvin D. Yalom cria uma história poderosa, que prende o leitor desde as primeiras páginas. Livro muito bem escrito e fascinante, que oferece uma visão interessante sobre um dos pensadores mais brilhantes e instigantes da história.

Dica de Álbum: “Countdown to Extinction”, Megadeth


Lançado em 1992, “Countdown to Extinction” é o meu álbum preferido do Megadeth, com a – na minha opinião – melhor formação da banda. O disco, que foi indicado para o prêmio de “Melhor Desempenho de Metal” no Grammy Awards de 1993, é uma aula de thrash metal de um conjunto que já entregou outros álbuns memoráveis. Além dos clássicos instantâneos como “Symphony of Destruction” and “Sweating Bullets”, destaco a faixa-titulo e “Psychotron”. Pesado como geladeira!

Dica de Filme: “O Jogo da Imitação”

Lançado em 2015, “O Jogo da Imitação” é um excelente drama que mostra a essencial contribuição de Alan Turing (Benedict Cumberbatch) – brilhante matemático e considerado um dos pais da Ciência da Computação – no esforço britânico durante a II Guerra Mundial. Turing lidera a equipe montada para decodificar as mensagens criptografadas geradas pelas máquinas Enigma utilizadas pelos nazistas. Embora não seja historicamente preciso, fato reconhecido pelo próprio diretor, o filme consegue ilustrar o quão importante foi o trabalho de Turing, que adiantou o fim da guerra em – pelo menos, dois anos – e, por consequência, salvou milhões de vidas. Cumberbatch tem uma excelente atuação no papel de um gênio da matemática que, apesar de toda a sua importância na vitória contra os nazistas, foi perseguido por causa de suas orientação sexual.

Dica de Livro: “Anna Karênina”, Liev Tolstói

Publicado em 1877 pelo escritor russo Liev Tolstói, “Anna Karênina” é considerados um dos mais importantes romances da Literatura Universal. O enredo conta a história da Anna Karênina, uma bela e rica mulher da alta sociedade russa, que se envolve em um caso extraconjugal com o Conde Alexei Vronsky, um bem-nascido oficial do exército russo.

Apesar de estar apaixonada por Vronsky, Anna hesita em se separar de seu marido – um alto oficial do governo -, em virtude das pressões da própria sociedade. Ela decide, então, fugir com seu amante, mas o relacionamento dos dois acaba ficando fora de controle, em decorrência da insegurança de Anna e do temperamento libertário de Vronsky.Além de tratar do drama da personagem principal, o livro de Tolstói cria um excelente retrato da sociedade russa do final do século XIX, que seria drasticamente modificada quarente anos depois, com o advento da Revolução Comunista.
Não se deixe desanimar pelo tamanho do livro, pois a história prende o leitor de uma maneira que as páginas vão se passando sem que você perceba.

Dica de Álbum: “Starkers in Tokyo”, Whitesnake

Lançado em 1998, “Starkers in Tokyo” – do Whitesnake – é um dos meus álbuns acústicos preferidos, perdendo apenas para “Alice in Chains – MTV Unplugged”. O disco é, na verdade, a gravação de um show de voz e violão feito na capital japonesa pelo vocalista David Coverdale e o guitarrista Adrian Vandenberg. A ausência de pedais e demais instrumentos permite que o ouvinte tenha uma perfeita noção de quanto Coverdale canta, sem fazer qualquer tipo de esforço (em contraste com outros vocalistas de diversos gêneros). O álbum é uma coleção de hits da banda, mas destaco “Sailing Ships”, “Love Ain’t No Stranger” e “The Deeper The Love”. Escute e se encante com a performance de uma das mais belas vozes do rock mundial.

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Dica de Filme: “Extraordinário”

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Lançado em 2017, “Extraordinário” conta a história de August “Auggie” Pullman (Jacob Tremblay), um garoto que nasceu com uma séria deformação facial e é obrigado a fazer 27 cirurgias plásticas, em seu primeiro ano numa escolar regular. A narrativa é focada nas aventuras e desventuras de Auggie, mostrando como ele lida com o inevitável bullying e com o período de socialização com outras crianças. Todavia, há uma interessante exploração das personagens secundárias, que ajudam bastante na narrativa e ressaltam o fato de que, na grande maioria das vezes, os desentendimentos do cotidiano são fruto da simples falta de comunicação.
“Extraordinário” é um excelente filme do tipo “família” e que deixa no expectador aquela sensação de “ainda existe bondade no mundo”, tão necessária nos dias de hoje.

Dica de Àlbum: “The Distance to Here”, Live

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O “Live” é uma de minhas bandas de rock alternativo prediletas, em decorrência da originalidade do som, o lirismo das letras e o voz ímpar de Ed Kowalczyk. “The Distance to Here” – quarto álbum de estúdio do conjunto norte-americano, lançado em 1999 – é meu álbum favorito, devido aos vocais especialmente energéticos de Kowalczyk canta, as belas letras e o instrumental bem afinado da banda. Gosto de todas as faixas do álbum, mas destaco a animada “The Dolphin’s Cry”, a pesada “Sparkle”, bem como as contemplativas “Run to the Water”, “Where Fishes Go” e “Face and Ghost (The Children’s Song)”. Se puder, confira também as letras!