Dica de Livro: “As Brumas de Avalon”, Marion Zimmer Bradley

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Série em quatro volumes escrita em 1979 pela escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley, “As Brumas de Avalon”conta a história do Rei Artur e seus cavaleiros, a partir da ótica de personagens femininas. Assim, vemos a desenrolar de uma das mais famosas lendas mundiais através da perspectiva de Guinevere, Morgana e Morgause. Entre outros assuntos, a trama explora o universo da cultura pagã e o nascimento do cristianismo, homossexualidade masculina e feminina e os bastidores políticos. O estilo fluido de Marion e a estrutura textual da obra tornam a leitura da série, que ajudou a redefinir a lenda de Artur, bastante agradável. É impossível parar de ler.

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Dica de Filme: “A Fonte da Vida”

Lançado em 2006, “A Fonte da Vida” conta três histórias de um mesmo amor, separadas no tempo e no espaço. Na primeira, Tomas Creo (Hugh Jackman) é um conquistador espanhol em busca da Árvore da Vida no Novo Mundo a mando da Rainha Isabel (Rachel Weisz); na segunda Tom Creo (Jackman) é um cientista em busca de uma cura para o cancro na tentativa de salvar a sua mulher Izzi (Weisz); na terceira, Tommy (Jackman) é um ser do futuro viajando numa bolha e transportando a Árvore da Vida para Shibalba. Com excelentes efeitos visuais, sensibilidade no nível certo e boas atuações dos protagonistas, é uma excelente opção para quem busca um bom drama.

Dica de Livro: “The Electric State”, Simon Stalenhag

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Escrito e ilustrado pelo artista digital sueco Simon Stalenhag, o livro “O Estado Elétrico” – lançado em 2018 – conta a história de uma adolescente fugitiva e seu pequeno robô amarelo de brinquedo. A peculiar dupla viaja através de uma estranha paisagem americana onde as ruínas de gigantescos drones de combate cobrem o campo, junto com o lixo descartado de uma sociedade consumista de alta tecnologia viciada em um sistema de realidade virtual. A inquietante narrativa distópica de Stalenhag é acompanhada de ilustrações impressionantes. Uma obra fascinante, que combina, com maestria, palavras e imagens. Show!

Dica de Álbum: “The Final Cut”, Pink Floyd

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Décimo segundo álbum do Pink Floyd, “The Final Cut” foi lançado em março de 1983. O disco é último com Roger Waters e foi marcado por grande tensão entre os integrantes da banda, além de não contar com o tecladista Richard Wright. Tecnicamente, trata-se de um álbum conceitual escrito inteiramente por Waters e que discorre sobre a Guerra das Malvinas e a II Guerra Mundial. Com letras carregadas de críticas políticas e sociais, o disco é – em termos sonoros – mais melancólico e sombrio que o lendário “The Wall”. Destaco as faixas “Your Possible Pasts”, “The Gunner’s Dream” e “Two Suns in the Sunset”. Indicado para momentos de maior instropecção.

Dica de Livro: “Jane Eyre”, Charlotte Brontë

jane-eyrePublicado em 1847, “Jane Eyre” é um romance escrito pela britânica Charlotte Brontë, irmã de Emily Brontë, autora de “O Morro dos Ventos Uivantes”. O livro narra a história da personagem homônima, acompanhando seu amadurecimento e seu amor pelo Senhor Rochester, seu patrão, que carrega um grave segredo. A obra marca o início de romances que apresentam protagonistas com anseios e atitudes incomuns para o seu tempo. Jane é uma personagem muito carismática, fato que prende o leitor à narrativa durante todo o tempo. Um dos mais importantes romances da língua inglesa, caprichosamente bem escrito!

Dica de Filme: “Bohemian Rhapsody”

Lançado em 1º de novembro de 2018, “Bohemian Rhapsody” conta a história do “Queen” desde sua formação até a emblemática apresentação no estádio Wembley, em 1985, para o Live Aid. Obviamente, o foco do longa é Freddie Mercury – uma das mais poderosas vozes da música -, sua complexa personalidade e as dificuldades que ela causava no cotidiano da banda. Todavia, para além da figura excêntrica de Mercury, há cenas que mostram como surgiram algumas das canções clássicas do quarteto britânico, como “Under Pressure”, “We Will Rock You”, “Love of My Life” e a faixa que dá nome ao filme. Com Rami Malek – que faz um ótimo trabalho da série Mr. Robot – entregando uma performance fantástica no papel principal, uma trilha sonora impecável e uma visão interessante dos bastidores de uma das maiores bandas de rock da história, o filme é certamente um dos melhores que vi este ano. Assista enquanto ainda está em cartaz!

Dica de Livro: “Quando Nietzche Chorou”, Irvin D. Yalom

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Lançado em 1992, “Quando Nietzche Chorou” narra um encontro fictício entre duas das maiores mentes do século XIX: Josef Breuer, um dos pais da psicanálise e mentor de Sigmund Freud, e o filósofo Friedrich Nietzsche. Diante do desafio monumental de tratar Nietzche, que se encontra em uma profunda crise existencial e dominado por uma depressão suicida, Breuer tem de enfrentar seus próprios problemas. O psicológo trava uma batalha pessoal contra as fantasias sexuais que tem com Anna, uma jovem paciente. Misturando realidade, ficção, literatura, filosofia e psicanálise, Irvin D. Yalom cria uma história poderosa, que prende o leitor desde as primeiras páginas. Livro muito bem escrito e fascinante, que oferece uma visão interessante sobre um dos pensadores mais brilhantes e instigantes da história.