Dica de Álbum: “Heaven and Hell”, Black Sabbath

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Lançado em 1980, “Heaven and Hell” é o nono álbum de estúdio da banda inglesa Black Sabbath. É o primeiro disco em que os vocais ficaram por conta do excepcional Ronnie James Dio, que substituiu Ozzy Osbourne, demitido no anterior. Apesar de todo o carisma de Ozzy, é inegável o fato de que Dio é um cantor com muito mais recursos e que combinou muito bem estilo do Sabbath. O resultado é um dos melhores álbuns do estilo, que contém músicas como “Neon Knights”, “Die Young” e a faixa-título. Uma aula atemporal de heavy metal!

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Dica de Álbum: “Powerslave”, Iron Maiden

Em tempos de músicos de um sucesso só – e de letras e ritmos de gosto mais do que duvidoso -, o Iron Maiden e seus mais de 40 anos de estrada é um ponto fora da curva. Formada em 1975, a lendária banda britânica de heavy-metal possui uma sólida base de fãs, uma das discografia mais vastas e respeitadas da história do rock e arrasta multidões em todos os cantos do mundo. “Powerslave” – o quinto álbum de estúdio da banda e lançado em 1984 – é, desde a faixa inicial, “Aces High” (que se inicia com um trecho de Winston Churchill durante a II Guerra), até “Rime of the Ancient Mariner” (que foi inspirada a partir de um poema homônimo, lançado em 1798 pelo poeta Samuel Taylor Coleridge), é uma amostra do que a Donzela de Ferro é capaz de criar. Na minha humilde opinião, este é o melhor álbum do Maiden. Além de “Aces High” e “Rime of the Ancient Mariner”, destaco também “2 Minutes to Midnight” e “The Duellists”. Simplesmente um dos melhores discos de heavy-metal de todos os tempos!

Dica de Álbum: “The Chemical Wedding”, Bruce Dickinson


Bruce Dickinson é um dos meus vocalistas favoritos, não somente pela sua voz ímpar, mas por sua entrega e pela presença de palco nos shows. No seu período de exílio do Iron Maiden, Dickinson lançou alguns excelentes álbuns solo, sendo um deles “The Chemical Wedding”, de 1998. Este disco mistura peso, belas melodias, solos inspirados e o já patente lirismo de das letras de Dickinson. Na minha opinião, o álbum não deixa nada a dever aos melhores discos do Iron Maiden, até porque na banda que o gravou estava outro ex-exilado da Donzela de Ferro, o talentoso guitarrista Adrian Smith. Apesar de considerar que “The Chemical Wedding” deve ser ouvido na integridade, destaco a pesadíssima faixa-título, a épica “Jerusalem” e a bela “Gates of Urizen”. Uma aula de heavy-metal, vinda de um dos nomes mais respeitados do estilo.

Música da Semana: “Hallowed Be Thy Name”, Iron Maiden

A mais famosa banda de heavy metal de todos os tempos tem dezenas de músicas excelentes, mas “Hallowed Be Thy Name“, na minha opinião, é a melhor. Parte do lendário álbum “The Number of the Beast“, de 1982, a canção apresenta um pouco de todos os elementos que transformaram a Donzela de Ferro num mito musical: riffs eletrizantes, partes instrumentais empolgantes e o vocal inigualável de Bruce Dickinson.

Dica de Álbum: “The Chemical Wedding”, Bruce Dickinson

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Lançado em 1998, “The Chemical Wedding” é o quinto álbum da carreira solo de Bruce Dickinson. Contando a participação do guitarrista Adrian Smith, o disco é um dos melhores álbuns de heavy metal que já ouvi, combinando peso com boas letras e melodiosos solos. Mais lento, porém mais pesado que a média de álbuns do Iron Maiden, “The Chemical Wedding” é uma excelente opção para quem busca o melhor do metal britânico. Destaque para a faixa-título, “Jerusalem” e “Machine Men“.

Música da Semana: “Freak”, Bruce Dickinson

Durante o período em que se separou do Iron Maiden, Bruce Dickinson se juntou ao guitarrista Adrian Smith – outro membro da Donzela de Ferro que mais tarde também retornaria para a lendária banda inglesa – e produziu excelentes discos de heavy metal. “Freak” – que abre o álbum “Accident of Birth“, lançado em 1997 – é um pouco mais pesada do que as canções do Iron Maiden, mas combina bem com o estilo de vocal menos agudo adotado por Dickinson ao longo do álbum.